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quinta-feira, 14 de julho de 2011

Reflexão: Quando o Avião Caiu!



Rick Elias:

"As 3 coisas que descobri quando meu avião caiu!"


Rick Elias tinha um assento na primeira fila no vôo 1549, quando o avião teve problemas e pousou no Rio Hudson / Nova York em janeiro de 2009. O que passou pela mente dele quando o avião desceu desgovernado?


Ele conta sua história ao público pela primeira vez!


Assista o vídeo e faça uma boa reflexão da sua vida...









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Reflexão: Crença!




Chegou a sua hora!

Este Espaço é Aberto e Público!



Esta postagem tem o tema:

"A crença de que a felicidade é um direito tem tornado desprepara​da a geração mais preparada"

Postagem indicada por:

Candice Ramos Marques, Funcionária Pública de Pernambuco, indica esta matéria em: 14/07/2011.


Meu filho, você não merece nada.

A crença de que a felicidade é um direito tem tornado desprepara​da a geração mais preparada!


Por Eliane Brum

Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo). E-mail: elianebrum@uol.com.br / Twitter: @brumelianebrum.


Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.


Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.


Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.


Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.


Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.


É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?


Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.


Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.


Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.


A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.


Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.


Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.


Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.


Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.


O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.


Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.
 

Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.


Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.


Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.

(Eliane Brum escreve às segundas-feiras.)


Fontes de Pesquisa e Créditos:
ELIANE BRUM - Jornalista




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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Pensamento: Copo Meio Vazio ou Meio Cheio?





Dando continuidade ao espaço criado para os amigos, o "Espaço Aberto", para qualquer publicação e divulgação de: opiniões, protestos, idéias, pensamentos, receitas, informações, temas diversos, indicações , etc...
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Esta postagem tem o tema:

"Copo meio vazio ou meio cheio?"

Postagem indicada por:

Claudia Gonsalves, em: 13/07/2011.



Um viva àqueles que vêem o meio copo vazio o tempo todo!


Por Lucy Kellaway - Site Valor Online


Nos negócios, o otimismo é bom e o pessimismo é ruim. O otimismo tem o monopólio do sucesso, da felicidade e até mesmo sobre a longevidade. Os pessimistas, com seus rostos longos e pensamentos obscuros, são párias, não servem para nada no entusiasmado mundo corporativo, exceto talvez para fazer carreira no jornalismo (onde notícias ruins são notícias boas). De outro modo, eles podem escolher entre a poltrona, o banheiro ou o circuito de comédia.


Mas agora o pessimismo pode estar voltando ao "mainstream". A reviravolta ocorreu recentemente, quando o guru da administração Tom Peters comentou entusiasticamente no Twitter sobre um livro que enaltece o pensamento negativo. Trata-se de algo extraordinário para um homem cujo lema é um colorido ponto de exclamação e que, por décadas, vem se mostrando otimista da forma inflexível e cansativa. O fato do inventor do "Wow!" e do "Brand Me" estar agora se interessando pela negatividade é a coisa mais emocionante que tomei conhecimento em muito tempo.


Ao contrário de Peters, eu nasci pessimista. Sempre espero que um temporal súbito venha a estragar todas as festas de verão; sempre acho que toda iniciativa acabará em fracasso; pelo menos metade dos vestidos do meu guarda-roupa é da cor cinza. Não fosse pelo fato de que nunca comemoro nada antecipadamente, para o caso de não acontecer, eu estaria pulando de alegria com a idéia de que pessoas como eu serão reabilitadas.


Fui correndo averiguar o livro recomendado por Peters, escrito por Julie Norem, uma professora de psicologia do Wellesley College. Ela passou 18 anos fazendo uma pesquisa cuidadosa apenas para chegar à conclusão lógica - ainda que um tabu -, de que é uma boa idéia pensar em tudo o que pode dar errado antes de embarcar em qualquer coisa. Infelizmente, ela limitou seu alcance a pessoas que são ansiosas. Mas me parece que ela deu de cara com uma verdade com aplicação universal.


Numa infelicidade ainda maior, os editores disfarçaram a mensagem ligeiramente subversiva com um título estupidamente otimista: "The Positive Power of Negative Thinking: Use Defensive Pessimism to Harness Anxiety & Perform at Your Peak" (algo como "O Poder Positivo do Pensamento Negativo: Use o Pessimismo Defensivo para Controlar a Ansiedade & Melhore seu Desempenho"). Mesmo assim, Roma não foi destruída em um dia, e talvez a professora Norem tenha preparado o mercado o suficiente para a negatividade para o livro que eu mesma gostaria de escrever (se Peters não chegar lá primeiro). Eu poderia intitulá-lo: "Por que as Coisas Sempre Dão Errado no Trabalho e o que Fazer Quando Isso Acontece".


O problema com os otimistas é que eles não se saem bem num mundo complicado. Nos campos de prisioneiros de guerra do Vietnã, os que morriam primeiro eram os que tinham pensamento positivo: eles realmente esperavam estar em casa no Natal e desmoronavam quando isso não acontecia. É claro que o mundo dos negócios não é exatamente como um campo de prisioneiros de guerra, uma vez que você pode sair para tomar um cafezinho e depois dormir no conforto de sua cama à noite. Mas ele pode ser cruel e impiedoso e uma coisa ruim pode acontecer após a outra. Estar sempre preparado para o pior me parece ser o único curso de ação inteligente. Woody Allen explica melhor: "Confiança é o que você tem antes de entender o problema".


Muito embora uma reabilitação dos pessimistas seja bem-vinda, não há muito sentido em forçar a barra nos livros de auto-ajuda. Otimistas e pessimistas nasceram desse jeito; não há mudança que possa ser feita com uma ou duas dicas de um livro. A única mudança vem com o tempo, que tende a amenizar todos os extremos. Acho que sou um pouco menos pessimista do que há 30 anos, pois descobri que, de vez em quando, podemos muito bem ignorar as coisas. Os otimistas eventualmente descobrem o inverso - e talvez uma versão drástica disso tudo seja o que está acontecendo com Tom Peters (que também deu para fazer comentários infelizes sobre Madre Teresa de Calcutá no Twitter, o que não é um bom sinal).


Em todo caso, é estupidez discutir qual é a melhor visão de mundo quando ambas claramente são necessárias o tempo todo. Toda organização e toda parceria deveria ser cuidadosamente balanceada para incluir os otimistas e os pessimistas. Um casamento também precisa dos dois - minha própria experiência me ensinou que é bom ter um otimista que apareça com intermináveis planos para passeios, e um pessimista para descartar as idéias mais malucas e temperar o resto com paracetamol e guarda-chuvas.


As empresas precisam dos dois ainda mais, para obter a mistura certa de ousadia e cautela. A diversidade de otimistas e pessimistas é a mais importante que existe e deveria ser ativamente perseguida nos conselhos e em todos os níveis inferiores. Os pessimistas corporativos deveriam ser desestigmatizados e chamados para fora do armário. Acima de tudo, eles deveriam parar de fingir que vêem o copo meio cheio apenas para se enquadrar. Eles deveriam se orgulhar de declarar que, para eles, o copo estava meio vazio o tempo todo.



Fonte de Pesquisa e Crédito:

http://www.valoronline.com.br/

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Curiosidade: Substantivo Coisa!




O substantivo "coisa" assumiu tantos valores que cabe em quase todas as situações cotidianas...


Por Francicarlos Diniz


A palavra "coisa" é um bombril do idioma. Tem mil e uma utilidades. É aquele tipo de termo-muleta ao qual a gente recorre sempre que nos faltam palavras para exprimir uma idéia. Coisas do português.

A natureza das coisas: gramaticalmente, "coisa" pode ser substantivo, adjetivo, advérbio. Também pode ser verbo: o Houaiss registra a forma "coisificar". E no Nordeste há "coisar": "Ô, seu coisinha, você já coisou aquela coisa que eu mandei você coisar?".


Coisar, em Portugal, equivale ao ato sexual, lembra Josué Machado. Já as "coisas" nordestinas são sinônimas dos órgãos genitais, registra o Aurélio. "E deixava-se possuir pelo amante, que lhe beijava os pés, as coisas, os seios" (Riacho Doce, José Lins do Rego). Na Paraíba e em Pernambuco, "coisa" também é cigarro de maconha. Em Olinda, o bloco carnavalesco Segura a Coisa tem um baseado como símbolo em seu estandarte. Alceu Valença canta: "Segura a coisa com muito cuidado / Que eu chego já." E, como em Olinda sempre há bloco mirim equivalente ao de gente grande, há também o Segura a Coisinha.


Na literatura, a "coisa" é coisa antiga. Antiga, mas modernista: Oswald de Andrade escreveu a crônica O Coisa em 1943. A Coisa é título de romance de Stephen King. Simone de Beauvoir escreveu A Força das Coisas, e Michel Foucault, As Palavras e as Coisas.


Em Minas Gerais, todas as coisas são chamadas de trem. Menos o trem, que lá é chamado de "a coisa". A mãe está com a filha na estação, o trem se aproxima e ela diz: "Minha filha, pega os trem que lá vem a coisa!".


Devido lugar


"Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça (...)". A garota de Ipanema era coisa de fechar o Rio de Janeiro. "Mas se ela voltar, se ela voltar / Que coisa linda / Que coisa louca." Coisas de Jobim e de Vinicius, que sabiam das coisas. Sampa também tem dessas coisas (coisa de louco!), seja quando canta "Alguma coisa acontece no meu coração", de Caetano Veloso, ou quando vê o Show de Calouros, do Silvio Santos (que é coisa nossa).


Coisa não tem sexo: pode ser masculino ou feminino. Coisa-ruim é o capeta. Coisa boa é a Juliana Paes. Nunca vi coisa assim! Coisa de cinema! A Coisa virou nome de filme de Hollywood, que tinha o seu Coisa no recente Quarteto Fantástico. Extraído dos quadrinhos, na TV o personagem ganhou também desenho animado, nos anos 70. E no programa Casseta e Planeta, Urgente!, Marcelo Madureira faz o personagem "Coisinha de Jesus".

Coisa também não tem tamanho. Na boca dos exagerados, "coisa nenhuma" vira "coisíssima". Mas a "coisa" tem história na MPB.

No II Festival da Música Popular Brasileira, em 1966, estava na letra das duas vencedoras: Disparada, de Geraldo Vandré ("Prepare seu coração / Pras coisas que eu vou contar"), e A Banda, de Chico Buarque ("Pra ver a banda passar / Cantando coisas de amor"), que acabou de ser relançada num dos CDs triplos do compositor, que a Som Livre remasterizou. Naquele ano do festival, no entanto, a coisa tava preta (ou melhor, verde-oliva). E a turma da Jovem Guarda não tava nem aí com as coisas: "Coisa linda / Coisa que eu adoro".


Cheio das coisas

As mesmas coisas, Coisa bonita, Coisas do coração, Coisas que não se esquece, Diga-me coisas bonitas, Tem coisas que a gente não tira do coração. Todas essas coisas são títulos de canções interpretadas por Roberto Carlos, o "rei" das coisas. Como ele, uma geração da MPB era preocupada com as coisas. Para Maria Bethânia, o diminutivo de coisa é uma questão de quantidade (afinal, "são tantas coisinhas miúdas"). Já para Beth Carvalho, é de carinho e intensidade ("ô coisinha tão bonitinha do pai"). Todas as Coisas e Eu é título de CD de Gal. "Esse papo já tá qualquer coisa... Já qualquer coisa doida dentro mexe." Essa coisa doida é uma citação da música Qualquer Coisa, de Caetano, que canta também: "Alguma coisa está fora da ordem."

Por essas e por outras, é preciso colocar cada coisa no devido lugar. Uma coisa de cada vez, é claro, pois uma coisa é uma coisa; outra coisa é outra coisa. E tal coisa, e coisa e tal. O cheio de coisas é o indivíduo chato, pleno de não-me-toques. O cheio das coisas, por sua vez, é o sujeito estribado. Gente fina é outra coisa. Para o pobre, a coisa está sempre feia: o salário-mínimo não dá pra coisa nenhuma.

A coisa pública não funciona no Brasil. Desde os tempos de Cabral. Político quando está na oposição é uma coisa, mas, quando assume o poder, a coisa muda de figura. Quando se elege, o eleitor pensa: "Agora a coisa vai." Coisa nenhuma! A coisa fica na mesma. Uma coisa é falar; outra é fazer. Coisa feia! O eleitor já está cheio dessas coisas!

Coisa à toa

Se você aceita qualquer coisa, logo se torna um coisa qualquer, um coisa-à-toa. Numa crítica feroz a esse estado de coisas, no poema Eu, Etiqueta, Drummond radicaliza: "Meu nome novo é coisa. Eu sou a coisa, coisamente." E, no verso do poeta, "coisa" vira "cousa".

Se as pessoas foram feitas para ser amadas e as coisas, para ser usadas, por que então nós amamos tanto as coisas e usamos tanto as pessoas? Bote uma coisa na cabeça: as melhores coisas da vida não são coisas. Há coisas que o dinheiro não compra: paz, saúde, alegria e outras cositas más.

Mas, "deixemos de coisa, cuidemos da vida, senão chega a morte ou coisa parecida", cantarola Fagner em Canteiros, baseado no poema Marcha, de Cecília Meireles, uma coisa linda. Por isso, faça a coisa certa e não esqueça o grande mandamento: "amarás a Deus sobre todas as coisas". Entendeu o espírito da coisa?

"Se não entendeu, desculpe qualquer coisa."


MINIGLOSSÁRIO:


Coisa

Dos 13 sinônimos mais comuns, lembrados pelo Aurélio, o mais geral é: aquilo que existe ou pode existir. Ou seja, "coisa" é tudo e, também, qualquer objeto isolado.

Coisada

Reunião ou amontoado de coisas diferentes.

Coisar

Refletir, matutar, imaginar.

Coisas

Bens, propriedades, valores, mas também órgãos sexuais (Nordeste).

Coisica

Coisa pequena, coisita, bagatela, insignificância.

Coisificar

Tratar alguém como coisa, reduzir o que há de humano a valores  puramente materiais.

Coisíssima

Da locução adverbial "coisíssima nenhuma", por sua vez equivalente a "de modo algum" ou "absolutamente nada".

Coiso

Qualquer pessoa, fulano.


A ORIGEM DA COISA


Por Luiz Costa Pereira Junior

Do latim causa veio o nosso "coisa". O espanhol Juan Corominas (Breve Diccionario Etimológico de la Lengua Castellana, Gredos, 1961) lembra que o termo latino original para o espanhol cosa era sinônimo de "motivo", "assunto", "questão" até o latim vulgar desenvolver um segundo significado já no século 4º.

Quem explica a razão da mudança é o brasileiro Antenor Nascentes (Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa, 1932). Ele conta que causa vingou como sinônimo de objetos ao suplantar no latim clássico o monossilábico res, uma palavra que teria perdido o trem da história porque não tinha, literalmente, "bastante corpo", diz Nascentes. Por fazer volume digno ao que nomeia, causa teria migrado do sentido "de processo e de razão das coisas" para o que desembocou na forma "coisa" atual.

No português do século 13, o termo era grafado pela forma intermediária "coussa" ou "cousa", que ainda perdura na boca de algumas gerações. O primeiro registro da coisa sem u veio no século 16, coysa, lembra Antônio Geraldo da Cunha (Dicionário Etimológico, Nova Fronteira, 1982). Nos tempos da Inquisição, anota o Michaellis, "coiseiro" era um livro de apontamentos em que os inquisidores portugueses marcavam detalhes de seus denunciados.

Gabriel Perissé, colunista de Língua que já escreveu sobre esse substantivo feminino há alguns anos, explica que, ao falar, usamos a palavra "coisa" como uma coisa que substitui todas as palavras. Na ausência da palavra exata, que "ilumina como um holofote" o ser ou o objeto a ser nomeado, usamos qualquer coisa no lugar, diz Perissé. É aquela coisa: se funciona, é bom de usar.


Fonte de Pesquisa e Crédito:

http://www.revistalingua.com.br/textos.asp?codigo=11189






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Receita: Massa ao Molho de Gorgonzolla.




Avaliações do Criador

-Porção para: 03 a 04 pessoas.
-Nota do Prato: 8,0.
-Grau de Dificuldade de Preparo: Fácil.
-Tempo de Preparo: 30 a 45 minutos.
-Acompanha: Vinho Tinto Seco.


Ingredientes:


300g de macarrão fuzzille (grano duro di sêmola)
300g de queijo tipo gorgonzola (forte)
200ml leite desnatado
02 colheres de sopa de cebola processada
01 xícara de vinho branco seco
01 colher de sopa cheia de queijo parmesão
Orégano Seco
Azeite Virgem
Maisena ou Farinha de Trigo
Sal





Preparo:


Para preparar o Macarrão -

Em uma panela grande, colocar água suficiente com pouco e azeite e sal para ferver em fogo baixo.
Quando a água ferver deve-se adicionar o macarrão para cozinhar até que esteja ao dente.
Quando estiver pronto, deve-se escorrer e separar adicionando um fio de azeite sobre o macarrão.

Para preparar o Molho Gorgonzolla -

Em outra panela deve-se aquecer o azeite.
Após aquecido, colocar a cebola processada e o orégano a gosto para dourar.
Assim que estiver dourado, deve-se colocar o queijo gorgonzolla cortado em pedaços.
Em seguida adicionar o vinho branco para dissolver o queijo,em fogo baixo.
Este processo, dependendo do fogão, pode ser entre 3 a 5 minutos.

Quando o queijo estiver 100% dissolvido, é preciso adicionar metade do leite para formar a base do molho branco de gorgonzolla.
Misturar e tampar com fogo baixo por 01 minuto.
Neste momento adicionar o queijo parmesão ralado.
Misturar tudo e tampar por 1 minuto com fogo baixo.

Na outra metade do leite colocar 02 colheres de café de maizena (ou 03 colheres de farinha de trigo). Ter a certeza que esta 100% misturado com o leite.



Recomendações Finais:


Após ter o leite já misturado (com maizena ou farinha de trigo), deve-se colocar na panela “aos poucos” para engrossar a base do molho.
Importante ter o fogo ainda baixo, colocar um pouco do leite misturado e mexer, colocar um pouco do leite misturado e mexer. Repetir até colocar tudo.

É preciso sempre misturar, com movimentos circulares, para não embolar o molho (não esqueça desta parte, pois pode-se perder o molho).
Não deixar tampado e nunca deixar de misturar até desligar o fogo.

O ponto ideal do molho gorgonzolla é quando esta com a consistência bem apurada.

Corrigir o sal neste momento - caso seja necessário - pois o queijo gorgonzolla já tem sal.

Para finalizar o prato e servir, colocar o macarrão na panela que foi cozido e adicionar o molho gorgonzolla  e misturar até que esteja bem homogêneo.

Colocar em um recipiente para servir (caso deseje pode-se gratinar no forno com um pouco de queijo parmesão em cima. Não esquecer de usar o refratário especifico para forno)






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terça-feira, 12 de julho de 2011

Informação: Trabalho Estrangeiro pode ajudar na Aposentadoria!


Chegou a sua HORA!!!

PUBLIQUE AQUI!!!


Dando continuidade ao recente espaço criado para os amigos, "Espaço Aberto", para publicações e divulgações: opinião, protesto, idéias, pensamentos, material técnico, dicas, receitas, informações, temas diversos ou indicações.


Esta postagem tem o tema:

"Previdência: Trabalho estrangeiro pode ajudar na aposentadoria!".

Postagem indicada por:

Dr. Rômulo Saraiva, Advogado e Jornalista, Recife/Pernambuco. Publicou esta matéria em : 06/07/2011.



Ele é formado pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), o advogado Rômulo Saraiva atua nas áreas de direito previdenciário, civil e trabalhista. O profissional é pós-graduado em direito previdenciário, título que obteve pela Escola Superior da Magistratura Trabalhista da 6.ª Região (Esmatra VI). Também já foi estagiário do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), onde adquiriu experiência no setor jurídico contencioso.


Rômulo Saraiva semanalmente posta no BLOGs do Diário de Pernambuco, temas voltados para a Previdência Social, na coluna "Espaço da Previdência (Economia-Colunas)". Veja e confirá está e as outras matérias do Romulo através do link http://blogs.diariodepernambuco.com.br/espacodaprevidencia/.



 Trabalho Estrangeiro





Em razão das condições de vida e de emprego, muitos brasileiros saem da terra natal para empreender a força do seu trabalho no estrangeiro. Contudo, o trabalho no exterior é um risco e tanto para aqueles que regressam e se aposentam no INSS. O Brasil tem acordo de cooperação com vários países, para que o tempo e as contribuições sejam computados pela Previdência Social, mas nem sempre isso ocorre.

Nem sempre o INSS computa corretamente todas as contribuições vertidas para a seguridade estrangeira, nem tampouco todo o tempo de trabalho. A dificuldade de comunicação e a burocracia podem atrapalhar a concretização do acordo bilateral e de reciprocidade entre os países. O desprezo dos dados termina resultando no pagamento a menor do benefício.

Problemas de inserção de tempo de serviço e de compensação financeira dos valores recolhidos acontecem com pessoas que trabalham no Brasil, quiçá quando se depende da troca de informações entre órgãos burocráticos de países diferentes. Porém, o segurado não deve ser prejudicado por eventual omissão dos países signatários em respeitar o acordo previdenciário internacional.

Portugal e outros países têm acordo internacional com o INSS para fins previdenciários, nos termos do art. 537 da Instrução Normativa do INSS nº 20/07. Conforme esse acordo recíproco internacional entre os países, o brasileiro que trabalha no estrangeiro poderá usar as contribuições para fins do INSS.

É necessário que, quando seja finalizado o contrato de trabalho no exterior, o empregado brasileiro guarde documentos para fundamentar o pedido de aposentadoria na Previdência brasileira, assim como obter uma certidão da seguridade do país estrangeiro onde conste o tempo de serviço e a existência dos recolhimentos. 

Além de Portugal, os seguintes países também têm acordo internacional de reciprocidade com o Brasil: Argentina, Cabo Verde, Espanha, Grécia, Chile, Itália, Espanha, Luxemburgo, Uruguai, Portugal e Mercosul.

Portanto, quem trabalha ou trabalhou nesses países é bom ficar atento e guardar a documentação para quando for se aposentar. Até a próxima.

Disposições legais:

Súmula 7 do Conselho Regional da Previdência Social:

“O tempo de serviço prestado no exterior a empresa não vinculada à Previdência Social brasileira não pode ser computado, salvo tratado de reciprocidade entre Brasil e Estado Estrangeiro onde o trabalho, prestado num, seja contado no outro, para os efeitos dos benefícios ali previstos.”

A Instrução Normativa do INSS nº 45/2010 também prevê a admissibilidade do tempo de contribuição de atividade prestada no exterior, desde que haja acordo internacional nesse sentido:

“Art. 477. O benefício de aposentadoria por tempo de contribuição será devido aos segurados amparados pelos Acordos de Previdência Social bilateral que o Brasil mantém com Portugal, Espanha, Grécia, Argentina, Uruguai e Cabo Verde, desde que preencham todos os requisitos para concessão desse benefício, utilizando períodos cumpridos naquele outro Estado, sendo que, nos casos da Argentina e Uruguai, considerando que no Acordo Multilateral de Seguridade Social do Mercosul não há previsão expressa desse tipo de benefício, somente serão reconhecidos, por força do direito adquirido, aqueles que comprovarem a implementação dos requisitos necessários no período em que estiveram em vigência os acord os bilaterais dos dois países.

Parágrafo único.  Em conformidade com o Parecer/CJ/Nº 2.135, de 17 de maio de 2000, do MPS, o benefício de aposentadoria por tempo de contribuição será devido aos segurados amparados pelo Acordo de Previdência Social entre o Brasil e o Uruguai que preencham todos os requisitos para a concessão deste benefício, utilizando os períodos cumpridos no Uruguai”.




Fontes de Pesquisa e Créditos:





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Empreendedorismo: Planejamento é inteligência estratégica!





Material publicado por Cássio Morelli (cassiomorelli@gmail.com), Empreendedor / Consultor / Palestrante - 11/07/11.


Gostaria de começar esse artigo com duas citações:

1) Alguns dizem que existem cinco tipos de empresa:

1- aquelas que fazem as coisas acontecer
2 - aquelas que “acham” que fazem as coisas acontecer
3 - aquelas que observam as coisas acontecer
4 - aquelas que se surpreendem quando as coisas acontecem
5 - aquelas que não sabem o que aconteceu

2) De acordo com a Harvard Business Scholl:  “planejar aumenta em 60% a probabilidade de sucesso nos negócios

A primeira coisa que eu gostaria que você fizesse, ao ler este artigo é responder para sí mesmo (de forma honesta, afinal é só você e seus pensamentos): qual dos cinco tipos de empresa é a sua (ou ainda, que tipo de empresa você deseja – caso esteja começando uma)?

Bom, eu não sei você, mas 60% de aumento de chances para o meu negócio dar certo, faz uma enorme diferença! Se eu tenho que colocar meu tempo, dinheiro, trabalho, expectativas e sonhos em alguma coisa, prefiro ter o máximo de possibilidades possíveis, de que isso vai funcionar.

Então, porquê nossas empresas planejam tão pouco?

Em primeiro lugar: quero desmistificar o velho argumento que planejar é difícil. Não! Planejar é trabalhoso e requer ao menos, um pouco de disciplina, e isso não é necessariamente “difícil”. Vai dar trabalho? Claro que sim, mas vai te economizar muito tempo (e dinheiro) em várias situações e momentos críticos (e eles vão acontecer);

Em segundo lugar: existem os que dizem que planejar não decide nada. Ok, é nem é para decidir mesmo, o objetivo do planejamento é dar direcionamento e balizar suas decisões, seja com os cenários atuais,  seja com as implicações das suas decisões. Quanto mais alternativas e possibilidades sua empresa tiver planejado, mais rápido e fácil será tomar uma decisão, e sabemos que boas e ágeis decisões, são fundamentais para qualquer organização.

Em terceiro lugar: existe o eterno argumento de que falta tempo. Com esse argumento imediatamente entra em campo o “empresário bombeiro”, que vai apagar incêndios o dia todo e não vai ter tempo algum para ver para onde seu negócio está indo (e muitas vezes o abismo é ali pertinho). Fico pensando quanto tempo, as empresas, seus gestores e colaboradores perdem para corrigir inúmeros problemas (sem contar no dinheiro perdido), que poderiam ter sido previamente detectados.

Em quarto lugar: existe a dúvida sobre qual o tipo ou modelo de planejamento estratégico que deve ser utilizado. Seria até um argumento válido, se essa dúvida invariavelmente não desembocasse em não seguir nenhum.  Acredito que o modelo é absolutamente irrelevante.  O importante é começar a fazer, criar o hábito – pois também acredito que o ótimo é inimigo do bom – e que com a prática,  vá sendo criado um condicionamento para que o planejamento possa, não só ser feito, mas depurado ao longo do tempo,  ficando mais completo, eficiente e assertivo.

Por último: há o problema do entendimento do planejamento pelos funcionários. No contexto empresarial e social de hoje, não há espaço para que seus colaboradores não saibam qual é de verdade o seu negócio (aliás, você consegue responder rapidamente qual é o seu negócio?). Cada vez que as pessoas puderem participar mais da estratégia da empresa, mais elas entenderão os “porquês” das ações tomadas, passarão a se sentir mais envolvidas no dia-a-dia da empresa, terão um motivo a mais para melhorar sua produtividade, e principalmente: poderão colaborar para que os objetivos determinados no planejamento sejam alcançados.

Planejar é tornar o seu caminho e do seu negócio, muito mais simples e menos acidentado (e muito menos oneroso – com certeza).

Apesar de ter diminuído nos últimos anos, a taxa de mortalidade das nossas empresas com até 5 anos de vida, ainda está na casa de 60% (dados Sebrae de 2010) - ou seja, de cada 10 que começam, 6 vão ficar pelo caminho. Como contraponto, empresas que passaram por alguma incubadora, tem uma taxa de mortalidade de 20% (dados Anprotec 2010). Eu sei que muitos fatores influenciam para que haja esse abismo entre as taxas – mas uma coisa é fato: qualquer empresa que pleiteia entrar em uma incubadora tem que apresentar um “plano de negócios”, e caso aprovado, esse plano tem que ser atualizado e acompanhado enquanto ela estiver no ambiente da incubadora, ou seja, elas aprendem a planejar!


E já que nesse artigo, eu comecei com citações vou terminar com outra de Alvin Toffler, que acho excelente: "Ou você tem uma estratégia própria, ou então é parte da estratégia de alguém."




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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Informação: Cuidado com os Artropodes - Abelhas.

Chegou a sua HORA!!!

PUBLIQUE AQUI!!!

Dando continuidade ao recente espaço criado para os amigos, "Espaço Aberto", para publicações e divulgações: opinião, protesto, idéias, pensamentos, material técnico, dicas, receitas, temas diversos ou indicações.


Esta postagem tem o tema:
"Prevenção de Acidentes com os pequenos animais Artropodes, Abelhas".

Postagem indicada por:
Prof.ª Dr.ª Irene Maria Ramos Marques,  Engenheira Agronoma - UFPE, Recife/Pernambuco, Indicou esta matéria em: 09/07/2011.





Abelhas


Fig.1 - Abelha exótica coletando néctar e carregando pólem na perna.


As nossas espécies de abelhas nativas ou indígenas são desprovidas de ferrão. Assim, não necessitam de cuidados e como insetos sociais, vivem em comunidades organizadas com tarefas distribuídas por castas. As rainhas e os zangões são responsáveis pela reprodução. As abelhas operárias, além de seu indispensável papel ecológico, como polinizadoras, são fabricantes de cobiçados produtos orgânicos como o mel, a cera, própolis e outros.


Já a abelha de origem européia ou exótica e atualmente africanizada, ainda mais agressiva e portadora de veneno mais forte, embora economicamente importante pela produção de mel, cera, própolis e derivados, é portadora do ferrão e merece cuidado especial.


Fig.2 - Enxame de abelhas jamais deve ser mexido, pois nessa condição elas estão a procura de um novo lar.


Por exemplo, se houvesse a devida informação para a conscientização a cerca da prevenção com esses animais, um cidadão do Recife, não teria mexido com um enxame que se instalou numa árvore e não teria sido atingido com ferroadas a ponto de falecer antes de chegar ao hospital.


A informação sobre esses animais visa justamente evitar esse tipo de acidente. De modo geral algumas picadas de abelhas são acidentes passíveis de atendimento, através da retirada dos ferrões para que o veneno não continue a penetrar. Se necessário deve ser aplicado o medicamento específico, o que em Recife deverá ser feito pelo CEATOX.



Em caso de invasão de locais por enxames, se faz necessário a produção de fumaça, o que poderá ser conseguido, por exemplo, com tocha de tecido umedecido com álcool, cuja chama após apagada, produzirá fumaça afastando de imediato as abelhas.


Em casos de maior incidência de ataques por enxames, sugere-se que principalmente nas escolas e hospitais façam uso do fumigador, instrumento utilizado por produtores de mel para afastar as abelhas no momento da retirada do mel da colméia.


Para evitar problemas, são recomendados os seguintes cuidados:


- Use roupas claras, pois as escuras atraem abelhas;
- Evite movimentos bruscos e excessivos quando próximo a colméias;
- Não grite, pois as abelhas são atraídas por ruídos, principalmente os agudos;
- Evite operar qualquer máquina barulhenta próximo a colméias;
- Examine a área de trabalho antes de usar equipamentos motorizados;
- Ensine as crianças a se precaverem e não molestarem as abelhas;
- Pergunte ao seu médico sobre o que fazer caso você seja alérgico a picadas;
- Ao ficar diante de um enxame de abelhas, a pessoa deve correr em zigue-zague, pois os insetos deslocam-se juntos em linha reta;
- Se for atacado, proteja das picadas o pescoço e o rosto, com a ajuda de uma camisa ou outra vestimenta;
- Pessoas alérgicas a picada de insetos devem evitar caminhadas em áreas de mata, pois para quem é sensível ao veneno da abelha, apenas uma picada pode ser suficiente para gerar um choque anafilático.


Fotos:









Vídeo:



Fontes de Pesquisa e Créditos:

Fonte das imagens e fotografias (Google Imagens)
Fonte de vídeos e reproduções (YouTube)

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